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Fauna do Rio Lizandro

Cobra-de-água viperina

Cágado

Borboleta Almirante Vermelho. (Vanessa atalanta)
Cheleiros

Libelinha (Calopteryx virgo)
 Rio Lizandro
Barreiros, Anços
Dia 24/06/2013

Osga-moura (Tarentola mauritanica)


A osga-moura (Tarentola mauritanica) é uma espécie de osga que é vulgarmente encontrada em Portugal. É uma osga de tamanho médio, atingindo cerca de 8,5 cm. Tem um aspecto achatado, com uma grande cabeça bem destacada do corpo, com olhos grandes e redondos.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as osgas não são venenosas e até são muito benéficas pois alimentam-se de vários insectos (incluindo moscas e mosquitos) e de aranhas.

Distribuição

Vivem em toda a península Ibérica. Em Portugal são abundantes no centro e sul do país, sendo muito raras no norte.

Gostam de viver em zonas rochosas ou pedregosas, no entanto também se dão bem em zonas urbanas, onde aparecem principalmente em muros, habitações velhas ou troncos apodrecidos, mas também em casas habitadas.

Hibernam entre Novembro e Fevereiro. De inverno, antes de hibernar, aparecem de dia pois gostam de apanhar um pouco de sol; no verão só aparecem de noite, para evitar as horas de mais calor.
Alimentação

A sua alimentação é feita à base de baratas, formigas, aranhas, escaravelhos, moscas, mosquitos e traças. No verão, à noite, posicionam-se perto de luzes à espera dos insectos que são atraídos por estas.
Reprodução

Normalmente reproduzem-se duas vezes por ano, uma em Março/Abril e outra em Junho/Julho. Nestas alturas apresentam um comportamento territorial muito acentuado.

A deposição dos ovos é feita em grupo, aparecendo no mesmo local ovos de fêmeas diferentes.
Conservação

As pessoas pouco esclarecidas pensam que estes animais são perigosos e venenosos, e por essa razão sempre que as vêem tentam matá-las, o que põe em causa a sobrevivência desta espécie. Um dos meios para ajudar à preservação desta espécie passa pela sensibilização das pessoas para a utilidade da mesma como forma de controlar a população de insectos.


Fotografado na Quinta da Vinha, Covas de Ferro, Almargem do Bispo, com os nossos agradecimentos aos seus proprietários Quim Curva e esposa Maria João

A cobra-de-escada (Elapha scalaris)

Animal do filo dos cordados, da classe dos répteis, da ordem dos escamosos e da família dos Colubrídeos que abrange cerca de mil e cem espécies.A cobra-de-escada (Elapha scalaris), também conhecida por riscadinha, é uma cobra de grande tamanho, cujo comprimento pode atingir um metro e sessenta centímetros. Apresenta a cabeça bem distinta do corpo. Os olhos apresentam pupila circular. O focinho é proeminente. O corpo é revestido por escamas lisas de cor amarelada com duas linhas dorsais escuras em sentido longitudinal. Nos juvenis e, por vezes, também nos adultos, linhas transversais unem as linhas longitudinais desenhando uma espécie de escada, o que dá o nome à espécie. Alimenta-se de pequenos mamíferos, lagartos e lagartixas, aves e invertebrados.
É uma cobra inofensiva mas pode morder se a agarrarem. Tem atividade diurna e noturna. Embora rasteje no solo, trepa sobre os arbustos e rochas. De noite e com mau tempo esconde-se no seu abrigo ou no buraco de uma árvore. Vive em zonas ensolaradas e secas. A fêmea põe cerca de dez ovos alongados. Distribui-se principalmente pela Península Ibérica e ilhas Menorca.
 Infopédia


Fotografada no Cabo da Roca em 12 d Março de 2012